Garapa

Comentários 17

Dados técnicos:

Leo Caobelli = Canon 5D + Camera Raw do PS4

Paulo Fehlauer = Canon 1D Mark II N + Camera Raw do PS4

Rodrigo Marcondes = Canon 5D + Camera Raw do PS4

Site do Garapa, aqui.

Raw

Tratada

Fotos: Leo Caobelli/Garapa

Raw

Tratada

Fotos: Paulo Fehlauer/Garapa

Raw

Tratada

Raw

Tratada

Fotos: Rodrigo Marcondes/Garapa

Comentários 17

  1. Leo,

    Todos os presets da 5D tem correlatos nos perfis baixados da Adobe, pode confiar.
    Por outro lado, o artigo do Issa só reafirma o que estou dizendo aqui; exponha sempre privilegiando as baixas (mesmo que “estourando” as altas), pois na recuperaçãqo, as altas escurecem maravilhosamente bem. Se a exposição escurecer demasiadamente as baixas (subexposição), as baixas ou somem (se transformam em pixels negros), ou o ruído aparece (pixels novos, de cores aleatórias, são criados)…

  2. Clicio,

    É a 5D, ainda não MKII.
    Eu baixei o podcast no dia que saiu. Vi e fiquei de fazer um profile da camera.
    Dai fiquei meio lazy.
    A 30D, 40D e 20D já tem perfis prontos para baixar.
    A única que tem que fazer perfil é a 5D…
    Pelo menos eu não achei nenhum pronto.
    O que eu queria era aproximar a leitura do profile com o que aparece naquele preview… não precisava ser exato, mas com muito menos magenta do que aquela leitura padrão do ACR.

    Enfim, sobre a subexposição, hoje lá na profoto o Marcos Issa postou um artigo interessante e deixo por aqui para que os próximos leitores possam ver melhor:
    http://blog.argosfoto.com.br/2009/05/27/fotografia-digital-fotometrando-corretamente/

    Abs!

  3. Leo,

    Desculpe o mau jeito, mas a 5D é a Mark II?
    Porque se não for a nova, eu tenho a solução para seu “problema” Raw/JPEG e as visualizações no Lightroom.
    Entenda o porquê e como funciona, assistindo ao meu podcast de número 4, “Camera Profiles”. Está em:
    http://www.clicio.com.br/portuguese/podcast.html
    Se quiser baixar (de graça) o programa que faz quantos perfis e presets você quiser, personalizados, é só pegar aqui:
    http://labs.adobe.com/wiki/index.php/DNG_Profiles
    De resto concordo com você, não há matriz, há diferentes interpretações de uma infinidade de possibilidades capturadas pelo sensor.
    Imagem latente na veia!
    🙂

  4. Leo,

    Matriz, só se for de loja ou fábrica. Já era, não é?

    Achei legal essa coisa coletiva do Garapa com o Raw de Paulo. Um escolheu, outro tratou, outro me enviou. Paulo, te pedi permissão, não foi? Rsrsrsrsrsrs

    Paguei duas faturas de cartão de crédito daqueles almoços na Oficina em Porto Alegre… E vocês ficam me lembrando mais? Cerveja Schmitt… 🙂 Leo, acho que já falei… Aquela conversa foi mais proveitosa que qualquer palestra, curso, livro, etc.

    Abraços.

  5. Vou dizer uma das coisas que gosto bastante na Garapa, a liberdade em discordarmos.
    E daqui puxo o ponto do Paulo sobre a relutância dele em participar.
    Não creio que essa série de posts se valide por mostrar uma matriz, pelo contrário.

    Ela, ao meu ver, escancara como não trabalhamos mais com esse conceito – uma vez que – seja pelo low pass na frente do sensor, ou pela falta de ajustes na câmera que não se fixam em um arquivo Raw, fazem com que a fotografia pressuponha a pó-interpretação do fotógrafo.

    Dessa maneira cai por terra a definição de matriz. Para tanto, basta pensar que os profiles de câmeras específicas como a 5D, no nosso caso, não são lidos pelo LR ou CS4. Sendo assim, fotografamos e vemos nosso preview com muito menos magenta do que quando o LR o incorpora (a famosa troca de tom quando o LR deixa de apresentar a imagem como preview).
    Ou seja, se não formos pós-produtores seremos escravos da leitura de preset de um computador, deixando a nós o papel de apertadores de botão.

    Mas que a discussão na mesa da ateliê das massas acompanhado por diversas garrafas de cerveja Schimitt estava mais apetitosa, isso estava!

  6. Primeiro, parabenizar Alexandre pelo blog que está cada dia melhor.
    Aproveitando a presença do professor Clício por aqui, gostaria de colocar uma outra questão. Trabalhando com câmeras de sensor mais antigo (Nikon D-70, e depois Canon 30D) minha experiência mostrou que conseguia melhor resultado subexpondo um ponto ao invés de usar um ISO mais elevado. Claro que se as condições permitir, vai ser sempre melhor expor corretamente ou até superexpor. Mas usar objetivas “escuras” muitas vezes limita nosso trabalho e todo mundo sabe disso.

  7. O melhor (se tiver que escolher!) é superexpor, sempre.
    Perde menos do que subexpor.

  8. Chico,

    Eu disse que “Clarear” o Rw *no Lightroom* vai mostrar mais ruído do que “Escurecer” no Lightroom (ou no ACR).

  9. Chico Porto 27/05/2009

    Pessoal,
    Se possível, eu queria entender com mais clareza a questão de sub e superexposição do RAW. Clício escreve no primeiro comentário que “geralmente é melhor *escurecer* o Raw, e não *clarear* o Raw”, e no último ele fala par ter “cuidado ao subexpor um Raw, pois o nível de ruído pode subir muito.”
    Certa vez, quando estava fazendo um curso de lab P&B, fiz a seguinte experiência: Fotografei uma cena em que, mantendo a mesma velocidade, tinham fotometragens pontuais de f22, f5.6 e f2.8. Fiz a foto em f5.6. Chegando ao laboratório o professor pediu para calcularmos o tempo de revelação normal de acordo com o ISO e a temperatura do químico e revelar acrescentando 20% do tempo. O resultado foi que a parte “subexposta” da cena e o ponto “médio” vieram perfeitos, sem nenhuma alteração aparente que pudesse comprometer estas áreas. E a área que teria uma fotometragem estourando 4 pontos, ao invés de vir um branco “total”, foi trazida na revelação como se sua fotometragem tivesse sido f8.
    Sei que os filmes tem latitudes diferentes. Mas, e o RAW? Afinal , quento ele tem de latitude pra mais e pra menos?

  10. Paulo,

    Gosto mais da sua interpretação, que vi aqui:
    http://www.flickr.com/photos/streetlife/2676360428/
    Gosto também do Lightroom para este tipo de acerto, e reitero minha experiência; cuidado ao subexpor um Raw, pois o nível de ruído pode subir muito.
    É como se, no filme, o fotógrafo estivesse subexpondo um cromo para depois “puxar” no lab e abrir as sombras; no filme, o contraste aumentava, no digital é o ruído que aumenta.
    De qualquer forma, lindas fotos e parabéns a todos!

  11. Pois bem, meus dois centavos:

    Relutei em aceitar o convite do Belém inicialmente por considerar essa uma discussão um tanto vazia. Mostrar o Raw ou a versão tratada não significa mostrar uma verdade ao lado de uma mentira, ou vice-versa. Trata-se apenas de mostrar versões diferentes de um instante, igualmente binárias e igualmente interpretadas, seja pela máquina ou pelo dueto homem+máquina. Um arquivo Raw não pode sequer ser considerado matriz (essa conversa acho que tivemos em volta de bons pratos de massa em Porto Alegre, não?). Então acho vazio esse papo sobre “exagero no tratamento”, “desaturação na moda” etc.

    De qualquer forma, fui incluído na brincadeira pelos sócios de coletivo. Como não me senti representado pela imagem publicada, já que ela não foi tratada por mim, achei que deveria colocar aqui o primeiro tratamento que dei a essa imagem, ainda com a brisa cubana em meus pulmões. Cuba, para mim, naquele momento, era mais escura e saturada do que a versão acima. Talvez hoje, em outro contexto, eu a fizesse diferente. Gosto da fotografia digital por isso. Ela é tão fluida que, se não há matriz, também não precisa haver uma versão definitiva.

    Clício, assim como o Leo, adoro subexpor. Como sou preguiçoso, minha câmera fica quase sempre em AE com -2/3 ponto e ISO 800 (sem medo de subir pra 1600). Adorei comprar uma lente 1.4 pra não me preocupar nem com flash nem com qualquer outro acessório. Quero pensar pouco na hora de clicar, prefiro que o clique seja o mais instintivo possível. Depois, no Lightroom (porque tenho preguiça de usar o Photoshop), eu pego aquilo e transformo no que quiser.

    Acho que é isso, por ora. Ah, a foto:

  12. Clício,
    eu só sei porque tu ensina tudo pela lista, senão eu morrer apanhando.
    Eu tenho mania de querer ver já sub no visor da camera, o que é um erro. Preciso acostumar em capturar melhor para tratamento e não para o meu olho instantâneo…. engraçado isso né, temos que nos reeducar para a ferramenta, o que é incrível.
    Entra no que falávamos no post sobre Anderson, a imagem a ser retocada, pois se pensa nela já com o tratamento na cabeça, isso faz dela mais bem resolvida.
    Nesse caso específico, dentro de um barraco no Santa Marta em fim de tarde, era meio difícil não subexpor. Não gosto de usar iso alto, embora a 5D segure melhor do que todas as cameras que tive antes. Agora, assim que a 5D MKII chegar, dai acho que muda bastante essa minha mania.
    Valeu Clício!

  13. Olá, Alexandre. Conheci seu blog através do twitter do Clício, muito bacana. Já estou te seguindo no twitter e assinei seu feed.

    Gostei bastante desse “quadro” hehehe Mostre seu RAW.

    Um abraço.
    Marcio Toledo.

  14. Leo,

    Interessante o tanto que vc subexpõe na captura; geralmente é melhor *escurecer* o Raw, e não *clarear* o Raw, pois há muito mais informação nas altas-luzes do que nas baixas; clarear um Raw certamente vai aumentar o nível de ruído na imagem, pois as informações de baixa tem apenas de 64 a 128 bit de informação; ao clarear, o processador tem que mostrar algo que não existe, e então (ele é obediente…) cria ruído para colocar no lugar da informação que falta.
    Mas você sabe disso, estou sendo cricri.
    Gostei bastante das fotos, deste clima pesadão, bacana.

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