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Roland Barthes

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Le facteur tatou – Livro “Souvenirs du Japon en Couleur”, Musée Nicéphore Niépce

“O texto não ‘comenta’ as imagens. As imagens não ‘ilustram’ o texto: cada um foi, para mim, somente a origem de uma espécie de vacilação visual, análoga, talvez, àquela perda de sentido que o Zen chama de satori; texto e imagens, em seus entrelaçamentos, querem garantir a circulação, a troca destes significantes: o corpo, o rosto, a escrita, e neles ler o recuo dos signos”.

Roland Barthes, 1970

Roland Barthes faz parte de certa estirpe de pensadores que nos colocam, sempre, diante do prazer pelo conhecimento e do deleite pela escrita. Autores do tipo que nos confrontam sobre a existência de que as palavras e as idéias possuem sabores.

Embora, sua obraCâmara Clara (1980) seja uma referência irrevogável sobre a reflexão fotográfica, outros livros são apaixonantes e de grande relevância para a compreensão da semiologia aplicada ao universo das imagens, da literatura, das artes, enfim, da linguagem e da cultura. Numa espécie de adesão vital com os sentidos dos signos, Barthes era também grande escritor.

Mesmo em livros como o envolvente O Império dos Signos (2007), onde a escrita é solta e bem próxima do relato e da crônica, os mistérios dos signos desfilam pelo discurso de Barthes como uma aula na qual a teoria é tão leve e linda que não sentimos o tempo passar. O Império dos Signos tem o Japão como tema. Para ilustrar este Citemos uma fotopintura japonesa, do final do século 19, de álbum do museu Nicéphore Niépce.

Por Georgia Quintas.

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