Publicações da seção Crítica

Textos e pensamentos sobre fotografia e imagem que Georgia Quintas e Alexandre Belém tem escrito ao longo dos anos. Análises, crônicas, artigos, textos curatoriais, etc. Todo o conteúdo do blog Extraquadro foi transferido para cá.

Sentidos segredados

“Naquele dia, houve surpresas, menos pelo que predispunha o tempo, e mais pelo que respirou-se além da janela”, Georgia Quintas no texto realizado para a publicação “A memória e o concreto” do fotógrafo Paulo Batalha.

O espaço que guardamos em nós

Temos portanto, nesta exposição, dois modos de contemplar territórios privados com a mesma intensidade que nos apegamos a um lugar que desejamos sempre voltar. A fotografia é irredutível quando nos amplia olhares e sentimentos, mas é ainda mais indefectível quando faz da nossa imaginação a porta para a compreensão de nós mesmos com nossos espaços.

Paisagem que fenece

Em Morar, o Coletivo Garapa introduz a paisagem da memória desses monumentos abatidos. O registro estabelecido aqui é do campo processual de compreensão sobre o ser das pessoas em seus espaços, assim como sobre a urgência do deslocamento, de uma ruptura forçada e dolorosa com suas moradias.

Manchas no espírito

Em Aluga-se, o fotógrafo mineiro Pedro David, extraiu da simplicidade plástica, o enlevo dos sonhos, do prazer de olhar e de se perder por recantos oblíquos da memória. A suavidade da beleza cromática desses apartamentos protagoniza – mais do que um discurso – um fenômeno. Aluga-se emana certa fruição pelo visível que provoca a percepção atingindo a sensibilidade, o encanto, a contemplação e os sentidos.

Quando fotografamos para sonhar

Com os olhos bem abertos podemos muito bem sonhar. Nem sempre precisamos fechar os olhos para vivenciarmos histórias, sensações, idílios, fugas, desejos, dores, solidão, alegrias, desencontros, vazios, exuberâncias, esperanças…

A fotografia é a arte necessária para o tempo

Tempo anônimo: aquele que não me pertence, que desconheço. O tipo de tempo que não cabe em mim e que, tampouco, está em nós. O outro retratado – auto-representação, personagem contido na pose – guia a problemática do tempo.