Mauricio Lima

Num país ocupado, a presença maciça da imprensa estrangeira ameaça transformar todas as imagens em clichês. Capturar a foto nova e verdadeiramente significativa é um desafio. O paulistano Mauricio Lima, 35 anos, com frequência é capaz de fazê-lo.
 
Mauricio trabalha há dez anos na Agence France Presse (AFP). Tornou-se um dos mais atuantes – e brilhantes – fotojornalistas brasileiros. No começo de 2010, depois de seis coberturas no Iraque e uma na Faixa de Gaza, ele ficou 75 dias no Afeganistão. “Tudo já foi fotografado”, diz ele. “Não só no Afeganistão, mas em qualquer país sob olhar internacional.”  Seu método, então, é ficar atento ao cotidiano. “Meu interesse é mostrar com simplicidade que a vida segue, em seus diversos aspectos, mesmo sob ocupação militar.”
 
O ensaio Marjah após ofensiva: trabalhadores surgiu quando Mauricio acompanhava patrulhas dos fuzileiros navais americanos em conjunto com soldados afegãos em Marjah, no sul do país. Crianças que moravam nas proximidades do posto de combate realizavam trabalhos para os americanos, dentro de um programa para a recuperação da região. Cavavam buracos, queimavam o lixo recolhido nas redondezas e reparavam paredes destruídas. Ganhavam alguns dólares por semana.
 
Mauricio registrou o trabalho durante alguns dias. Depois, com a ajuda de um soldado afegão (com quem jantava dentro da base), conseguiu reunir os garotos e, em menos de 25 minutos, fez as fotos deste ensaio. Os garotos se acomodavam na janela e a foto era feita. Mais nada. Numa paisagem terrosa e cinzenta, a janela “aprisiona” os meninos. Mas é também uma abertura, uma passagem. São imagens poderosas de crianças de futuro incerto, num país em guerra.
 
“O que vi não foi nada de novo, exclusivo. A questão é saber abordar os assuntos e aprofundá-los de maneira pessoal”, diz Mauricio. Em 2011, quando o país completa dez anos sob ocupação ocidental , ele retorna ao Afeganistão.

Alexandre Belém

* O Sobre Imagens terá atualização semanal 

 

{1} Os irmãos Barangai, 6 anos, e Shaista Khan, 4 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{2} Abdu Rahman, 7 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{3} Malak Mohamad, 10 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{4} Manaan, 11 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{5} Sataar, 10 anos– Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{6} Sataar, 7 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{7} Agha Gul, 4 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{8} Gafaar, 4 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{9} Mohamad Bayan, 8 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{10} Manaan, 9 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{11} Matool, 10 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{12} Kasim, 12 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{13} Shahesta Gul, 11 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{14} Raheem, 10 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{15} Abdul Salam, 11 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{16} Agha Gul, 10 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{17} Agha Gul, 4 anos – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

 

{18} Os garotos posando para a fotografia – Marjah, sul do Afeganistão, 11 de abril de 2010. (Mauricio Lima/AFP)

83 thoughts on “Mauricio Lima

  • Desculpa, mas sinceramente, achei as fotos chatas, “montadas”, nao expressam nada sobre a realidade do lugar.

  • Mauricio, bom dia!
    Tive a oportunidade de participar do Festival em Pauta, em Tiradentes, no ultimo final de semana e da sua participação no ciclo de idéias.
    Além de um fotógrafo de muito talento e sensibilidade dentro do fotojornalismo, pude perceber que vc encara a fotografia através das suas imagens, como uma fonte de reflexão e transformação. Tive a oportunidade de te dizer isto, pessoalmente. Parabéns, é de profissionais talentoso e de caráter que o mundo precisa.
    Um abraço.
    Milton

  • Quando achamos que passamo por dificuldades ou problemas, vemos que para essas crianças é uma forma de se sentirem felizes. Mas o valor da vida é muito importante para quem mora naquele país. Meus parabéns pelo ensiao fotográfico.

  • Me senti um alejado agora, pelo simples fato de sermos consumistas e estas crianças se quer tem o que vestir e calçar, sem falar no que comer, eta capitalismo, parabéns ótimo trabalho.

  • Sou admiradora de boas fotos. Sou moradora da cidade de Ipatinga Minas Gerais, vi seu nome no Festival de Tiradentes e pesquisei sobre seu trabalho; que ao meu ver é incrível.

  • já passaram quase 2 anos, mas continuam crianças e jovens, tomara que tenha melhorado uma pouco a vida desses meninos.
    É o registro de um período, sem alterar a realidade mas bem bonito como trabalho fotográfico.

  • O Mauricio é um excelente fotógrafo, trabalha com muita dedicação e o resultado é sempre ótimo.

  • Parabems pelo trabalho deste fotojoralista trabalho de talemto
    o cara pensa parabemsssssssssssssssssssssssssssssssssss

  • parabes pelo trabalho do fotojoralista Maurio Lima/este cara vai loge
    sempre aompahei o trabalho dele/cara que tem o tom da coisa/parabens

  • Mauricio Lima acaba de ser escolhido pela revista Time como o fotógrafo do ano. Parabéns a ele e aos que o descobriram.

  • Bom é sempre novo tudo sobre o Afeganistão, eu sou suspeito pois estou sempre muito atento a tudo sobre esse país, seus habitantes,mas a respeito das fotos, eu vejo essa semelhança com nordeste brasileiro, as casa de taipas é tudo bem próximo da nossa gente, parabens pelas fotos

  • Alexandre e Mauricio,
    Como sempre o Maurício mostra um olhar simples e diferenciado. Uma plásticidade impar e um belo documento de guerra. é sempre um ensinamento ver suas fotos.
    Vida longa a este espaço!(como disse o Pedro Silveira).

  • Eu sou fã confessa do Mauricio.
    E Alexandre, boa estada na casa nova. Sigo lendo teu trabalho e apreciando quem vc nos mostra.

  • Alexandre, esse assunto dá pano pra manga. De fato não conheço o trabalho do fotógrafo em questão e minhas palavras foram unicamente dirigidas a estas imagens específicas. A “Direção” a que me refiro ocorre quando o fotojornalista interfere diretamente no assunto abordado, abrindo precedentes perigosos e distanciando o observador de uma hipotética e desejável imparcialidade. Quando esse nível de interferência acontece há uma mudança de esferas e as fotos deixam de pertencer à categoria do fotojornalismo e passam para o terreno dos ensaios, justamente o caso dessas fotos. Assim sendo, nada contra e tudo é válido. É só uma questão de nome aos bois e o assunto poderia se encerrar por aqui. Mas sinto que não é a esse tipo de direção que você se refere quando diz “O lado em que apontamos a lente é direção.” e lá vamos nós em direções contrárias outra vez. A meu ver o lado em que apontamos a lente diz respeito a percepções e escolhas individuais do fotógrafo, sem nenhuma interferência “objetiva” sobre o assunto. Nada a ver com a direção física e consciente que pode embolar o documental e o fictício. Um abraço, bom trabalho e boa sorte nesse novo espaço

  • Henrique Silveira, quanta agressividade gratuita e desnecessária. Imagino que o senhor tenha desprezo pela liberdade de opiniões. Os comentários que fiz sobre o ensaio foram todos exclusivamente dirigidos às imagens e argumentados. Em nenhum momento me dirigi à pessoa do fotógrafo. Se conseguir, da próxima vez tente expôr suas idéias em forma de argumentos, ao invés de palavras destemperadas e prepotentes.

  • Não sou fotógrafa profissional e nem pretendo ser um dia, apenas amo a arte de fotografar e tenho admiração por aqueles que conseguem através de uma imagem transmitir algo que impressiona. As imagens, apesar de ser um ensaio, chamam à atenção pela expressividade de cada uma das crianças e pelo que podemos imaginar.
    Adorei a imagem 13 por ter sido quase expontânea.

    Parabéns pelas belas imagens Mauricio Lima.
    Parabéns ao Alexandre Belém pelo blog.
    Parabéns à VEJA pela iniciativa.

  • Parabéns, Belem! Pelo blog e pelo centro batido com gol de placa. A vitrine aumentou, aproveite e continue mandando bem. A gente agradece.

  • Estas fotos poderiam ter um titulo: A infância roubada pela guerra e a tirania.Estes olhares traduzem tudo: falta de esperança, tristeza, desolação.

  • Olá Alexandre

    Excelente sua abordagem ao comentário infeliz de Antonio. As fotos são de uma sensibilidade profunda. Consegue-se perceber que por pior que tente imaginá-las, no mínimo, houve respeito em relação as crianças por parte do fotógrafo. Talvez esse Antonio seja um frustrado emocionalmente ou um profissional incapaz de abordar uma questão dessa maneira. Imagino que ele deva ser fotógrafo pelo grau de conteúdo expresso, e um invejoso de plantão, diga-se de passagem, uma vez que não condiz com as imagens apresentadas por você. Parabéns pelo blog e por iniciar com um ensaio tocante e corajoso. Queremos mais!

  • Alexandre, fique com meus vibrantes parabéns pelo site todo.
    Não houve surpresa, só confirmação do que já intuía há anos.
    As fotos de Maurício Lima traduzem, no semblante de cada um dos fotografados, infinitas reações humanas à miséria em torno. Montadas ou não, dizem muita, muita coisa.
    Portela

  • Oi Antonio,
    Qual fotojornalismo não é “dirigido” pelo fotógrafo? Nenhuma máquina fotográfica trabalha sozinha. Robert Capa escolhia a lente, o filme, o ângulo, a hora do clique. Toda foto tem direção e falar de realidade em fotojornalismo é um purismo cambaleando a cada ano que se passa. O lado em que apontamos a lente é direção. Creio que você deveria investigar mais sobre o autor das fotos, a trajetória dele e o que ele tem feito nos últimos anos antes de julgar sobre respeito.
    Obrigado pela visita e pela sua opinião que é muito bem vinda.
    Aproveito e agradeço aos comentários.

  • Fotojoralismo? O ensaio pode ter, como bem disse um fotógrafo de moda nos comentários, um apuro estético com seus tons sobre tons, mas não conta absolutamente nada a respeito dessas crianças. Fotojornalismo dirigido pelo fotógrafo? O que me aguça a curiosidade nesse caso é imaginar quanto tempo o fotógrafo ficou com essas crianças ali e qual não era a expectativa delas sobre o que estava acontecendo. Acho no mínimo desrespeitoso por parte do fotógrafo retirar as crianças de sua realidade para pendurá-las em uma moldura esteticamente favorável. De péssimo gosto esse ensaio.

  • Embora não goste da revista veja, sempre dou uma olhada em seu blog, acho por demais interessante, quando vi o link fui conferir. Porém não consegui ver as imagens, elas não estavam disponíveis, abri em vários nagevadores e em outros computadores, nada. Mesmo assim acredito que você fará um belo trabalho, um abraço Paulo Aryaman.
    PS. Alexandre dê uma olhada em meu blog, faça críticas, sugira, enfim diga alguma coisa, ai vai o link: http://www.narrativasfotograficas.blogspot.com

  • ensaio fantastico.
    o ^frame^, a moldura de barro centrado num quadrado onde as crianças posam para a lente dão um significado intenso da fragilidade e do momento q elas vivem. parabens.
    depois o detalhe dos pés e as crianças enfileiradas dão o retoque final ao q foi experimentado pelo fotogrado.
    legal mesmo.

  • As fotos são lindas…e como são lindos os olhares….o sorriso, que muitos lábios negaram, lá está, nos seus olhinhos…e a “janela passagem” não aprisiona não, é a porta para um a liberdade possível, mas não provável…, a foto final mostra isso!

  • Sou muito pé atrás como esses fotógrafos. Na maioria são fotos montadas. Falsos flagrantes combinados com os fotografados, os quais – em alguns casos – são até remunerados. Essa o fotógrafo teve a honestidade de dizer que o garoto está posando. Ou seja, é um ensaio, uma encenação. Valeu pela honestidade.

  • Você foram muito distante, bem ali no nordeste brasileiro tem situação pior, nas favelas nem se fala, precisamos visualizar o B R A S I L. Acordem, e a Dilma tá lá rindo da cara do povo brasileiro, não duvido que esteja em algum chá com a especialista em tráfico de influência Erenice Guerra kkkkkkkkkkk, o ´chá concerteza deve ser uma cortesia da casa.

  • Otimo Blog e otima maneira de começar… as fotos são tocantes. É possivel ler um universo dentro de cada olhar… perfeito.

    *nao consegui assinar o rss (navegador chrome), mas esta favoritado.

    parabens a veja (¬¬) pela iniciativa…

  • Fantástica a sequência de imagens, mas não posso deixar de parabenizar pelo rico espaço criado!
    Parabéns ao editor Alexandre Belém e a revista por terem aberto mais um espaço para a boa fotografia!

  • Fotografias simplesmente lindas! E ao mesmo tempo chocantes. Com a excessão do garoto Shahesta Gul, as crianças não sorriem e seus olhares são extremante duros.
    Interessante que as crianças estão dentro da janela, nem atras, nem na frente, refletindo o momento de passagem e incertesa do pais como um todo

  • Muito boa a sequência de fotos, bem como a idéia da Veja em inserir a fotografia do cotidiano em seu site. A mensagem do fotógrafo está, também, muito bem desenhada no filme “O Império do Sol”, ou seja, a vida continua. É o que melhor se aprende da vida e a fotografia transmite essa força com uma determinação ímpar.

  • Puxa,Maurício, que fotos lindas. Vimos as crianças, vimos um país e percebemos a dureza da vida no rosto fechado dos meninos afegãos. Apenas um sorriso, encabulado. Muito bacana a ideia de retratar a criança. Parabéns pelo seu trabalho, pela sensibilidade e pelo resultado.

  • Se a imagem ocupa um espaço cada vez maior na comunicação, é fundamental que a imprensa crie um espaço para discuti-la com mais profundidade. Excelente iniciativa. Gostei muito do formato generoso das imagens, enche a tela e os olhos. Parabéns à Veja e ao Alexandre Belém.

  • Fotos realmente muito reveladoras, de um povo que tem a imagem de seu País no rosto de seus cidadãos, que trabalho Fántastico!!!

  • Que lindo e ao mesmo tempo que triste. Lindo pela plasticidade, composição, triste pelo ar de desesperança. Tento imaginar qual será o futuro deles. Que perspectiva terão. Ao mesmo tempo, devem se divertir, como crianças que são, com muito pouco, mas com a mesma intensidade que qualquer outra criança. Espero que riam bastante!

  • Sao alguns olhares emblematicos, estas crianças convivem com guerras e tudo, e claro que suas maes contam historias, pelos menos elas nao sao iguais as maes brasileiras que ficam penduradas na tv assistindo novelaa das oito. E estes meninos? Meninos sao meninos em qualquer parte do mundo! So que estes na vivem a imbecilidade de fica preso em um apartamento jogando video game, eles brincam por ai…

  • Cara, eu que sou um fotografo de moda fiquei chocado com a homogeinidade dos tons das roupas com o barro, com as peles.
    Parabens , maravilhoso!

  • Que fotos lindas! muito bacana mostrar para o mundo que apesar de tudo existe alegria no olhar de cada criança. parabéns pela sua coragem.

  • DEMAIS, ter mais este espaço na VEJA para a fotografia e sob o comando do Alexandre Belém como Editor nos traz a oportunidade e certeza de ver belas imagens.
    Parabéns e sucesso !

  • Muito legal, parabéns, pelas fotos, pela coragem de estar em um local, a priori, perigoso, e através da fotografia estrair algo belo, marcante, simples, humilde, rico em sentimentos.

  • DEMAIS esse ensaio!Especial…
    Maurício, vc conseguiu nos mostrar através das suas imagens o sofrimento desses meninos…
    AMEI!!
    sucesso sempre!
    tenho a mesma idade que vc, fotografo também, mas acho que não tenho a mesma coragem que vc tem, de ir para lugares como o Afeganistão para fotografar!!
    Cacá

    http://www.flickr.com/cacadomini

  • Parece que agora temos o nosso “Big Picture” na Veja, e em muito boas mãos… Parabens à Veja pela iniciativa, e ao amigo Maurício pelo belíssimo ensaio, impecável como sempre.

  • Tenho um casal de filhos: João Pedro de 10 anos e Maria Gabriela de 7 anos, a mesma idade de algumas destas crianças. Ensaio fotográfico maravilhoso, pena que apenas duas delas conseguiram sorrir, esquecendo-se por pequenos minutos a dura vida que eles levam num país massacrado pela arrogância do homem que de diz superior. Que DEUS em sua infinita bondade possa lhes reservar um futuro melhor. Parabéns ao fotógrafo pela coragem de expor tão belo trabalho.

  • Será que estes meninos tem acompanhamento de psicomotricidade relacional e vão ao dentista regularmente? Será que eles querem ganhar os Nintendo DS e PSP das vitrines? Será que seus pais leem histórias para eles dormirem?
    Fiquei aqui pensando agora.

  • Um olhar triste de um futuro incerto.
    Belíssimo ensaio.
    Parabéns Maurício Lima.
    At.,
    Sue Ann Galrão

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