Uma fotografia que me inspira

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Foto: Rodney Smith, 1995

Pessoal, recebi um convite bem legal de um site que vende foto. Fotos legais, para decoração, colecionar, colocar na parede. É uma galeria na web e se chama Foto na Parede. Já conhecia pelo colega Damião Santana que tem umas fotos bem bonitas por lá.

Eles estão com um concurso misturado com ação cultural, celebração… Alguma coisa para comemorar o Dia Mundial da Fotografia que é hoje.

Bem, achei legal e topei.

É o seguinte: esta foto que ilustra o post é “Uma fotografia que me inspira”.

O melhor comentário neste post irá ganhar a foto que está abaixo, “Cama” de Bruno Zorzal – tamanho 20x30cm. Ela será enviada pelo Foto na Parede para o vencedor.

O comentário deve ser postado até 21 de agosto e pode ser sobre:

* A foto que escolhi;

* A foto que será entregue como prêmio;

* Alguma foto que inspira você. Neste caso, envie o link da foto para eu ver.

O Olha, vê irá escolher o melhor comentário e divulgará no dia 25 de agosto.

O Olha, vê está participando deste concurso por achar a iniciativa bacana. Não tenho nenhum vínculo comercial com o site Foto na Parede. Que por sinal, é bem legal.

Foto: Bruno Zorzal

Comentários 11

  1. Pingback: Olha, vê | Alexandre Belém » Resultado | Uma fotografia que me inspira

  2. deborah guarana 20/08/2009

    uma foto q meinspira:
    http://www.flickr.com/photos/wenevereverlied/987617792/

    e um texto antigo tbm:
    fotografia é o silêncio da lembrança
    a lembrança é o olhar da memória sobre as coisas que sobram
    e o que resta é estar condenado a recolher o passado nesses retratos
    substratos de eu e de sim capturados e guardados
    para tentar simular, assim,
    que não existe fim pro qu’eu vivi
    o que eu guardo na fotografia
    é, na verdade, o que senti
    uma fotolândia de mim

  3. uma que adoro, do Philippe Ramette:
    http://www.todayandtomorrow.net/wp-content/uploads/2009/06/philippe_ramette.jpg

    me leva a pensar em – basicamente – tudo. de como deve ser boa uma vida à parte do caos urbano, vida livre, descompromissada, tendo o oceano inteiro como lar e o céu como paisagem da varanda. da leveza do mar, o vento no rosto, enquanto ao lado outras tantas pessoas se matam pelo maior pedaço do bolo… eu gosto da vida numa metrópole, mas essa fotografia me faz morrer de satisfação, sempre e um pouco mais.

    ou, só pra neutralizar todo esse romantismo:
    http://br.olhares.com/inveja_foto20948.html

  4. O Rodney Smith me inspira a ser um fotografor melhor, a ter sacadas como essa cima em dispôr pessoas fazendo referências aos prédios no horizonte, me inspira a chutar um pouco a idéia comercial que reina na nossa profissão na maioria dos casos e fazer arte e não apenas produto, me inspira a seguir o mundo e mostrar o meu pessoal. Me inspira sobre tudo a registrar um momento, que mesmo posado (como no exemplo acima) nunca mais poderá ser repetido porque a paisagem muda sempre.

  5. Ainda estou procurando UMA foto que me inspire… é muito difícil escolher entre as várias que me fazem perder o fôlego!

  6. Renan Henrique 19/08/2009

    A foto do post, a do prêmio e muitas outras (não cabem todas nesse espaço) sempre me inspiram a querer ver, fazer e divulgar cada vez mais fotos. É cíclico, saca? e espero que seja assim pra sempre.

  7. A foto que escolhi é de Ricardo Moura: http://www.flickr.com/photos/ricardomfn/2388015836/
    Esse texto que escrevi já tem um tempo, mas é bem o que eu sinto com essa fotografia que me inspira.

    “eu não entendo. a fotografia é algo que me escapa. não é de hoje, mas de sempre. talvez do nosso primeiro encontro – que já não guardo na memória – esse desentender que persegue.
    e o mais desanimador é que nunca entenderei. mas me conforto na ignorância. compreender já não é mais problema, certa que fico de que não é possível descrever aquele resultado, apesar de tanta gente já ter tentado. porque o que eu vejo não é exatamente uma reação química, no seu sentido mais puramente destruidor. fico imune a tanto reducionismo, e quando vejo uma foto, vejo mais do que um simples registro.
    fotografia, do grego, “desenhar com luz”, soa muito além do que qualquer cientificismo possa descrever. e tudo se mistura num ceticismo quase que místico.
    tenho medo da fotografia porque ela cabe em si. e nela cabem todas as coisas do mundo. num movimento que se assemelha por demais ao eterno retorno, que me foi quase impossível de digerir naquele livro de kundera*. porque é um ser (o mundo) que se condensa num estar (a foto), que vai fazer referência a um outro ser (o mundo fotografado). e assim naquele círculo vicioso que eu chamo de vida. mais parecendo que a gente está preso. sendo isso o que atordoa.

    a fotografia é uma arte que captura, que prende. porque cada pedaço de gente dentro de uma foto está consumido em uma parte. e é um pedaço de gente a menos. como aquelas pessoas que não se deixavam fotografar porque acreditavam que a fotografia era capaz de lhes roubar a alma. e quem é que pode negar?
    penso nisso com mais intensidade ainda quando vejo uma pinhole, com toda a sua artesanal perspicácia. e me soa como se fosse possível a gente fazer as mãos em concha e, abrindo um tiquinho, capturar um pedaço de mar. depois chegar em casa, abrir as mãos com delicadeza “para não desmanchar” e dizer surpreso: mãe, olha o mar que eu trouxe pra você lá de calhetas. acho que vai ter um dia em que a gente vai poder fazer isso com cheiro e mandar um email: meubem, te mando aquele cafezinho que você tanto gosta. beijo.

    Pois, quando vejo uma pinhole é quando me espanto com a idéia de que a memória não depende da mente, nem de pensar. porque uma foto de pinhole é como lembrança, numa lata de leite ou numa caixinha de fósforo. o fotógrafo é um furtador de momentos.”

    *“Se cada segundo de nossa vida se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma responsabilidade insustentável. É isso que leva Nietzche a dizer que a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos”. (kundera, a insustentável leveza do ser)

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